Porque a Ozonioterapia é importante para a saúde pública no Brasil?

A ABOZ – Associação Brasileira de Ozonioterapia – vem a público esclarecer que essa terapia usada há um século em várias partes do mundo tem seus efeitos comprovados como uma técnica segura e barata para os sistemas públicos de saúde, onde já foi implantada para fins terapêuticos.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura de gases medicinais, oxigênio e ozônio, com o objetivo de tratar dores e inflamações crônicas, infecções variadas, feridas, queimaduras e problemas vasculares em que haja redução do fluxo sanguíneo. A terapia com o “Ozônio Medicinal” é natural, tem poucas contraindicações e efeitos secundários mínimos, se realizada corretamente. O procedimento é simples, seguro e de baixo custo o que é uma vantagem quando aplicado na rede pública de saúde por causa da redução drástica nos gastos com medicamentos.

A Ozonioterapia é utilizada na Alemanha desde a 1ª. Guerra Mundial, país onde os seguros de saúde remuneram os procedimentos desde a década de 1980. Os sistemas públicos de saúde da China, Rússia, Espanha, Portugal, Grécia e Cuba também disponibilizam a técnica para a população há várias décadas. Nos países em que o uso medicinal do ozônio é reconhecido, houve redução de 27% no consumo total de antibióticos e de 22% no consumo de analgésicos opioides e não opioides.

A ABOZ é membro atuante da Federação Mundial de Ozonioterapia (World Federation of Ozone Therapy – WFOT) e vem trabalhando há mais de uma década para que a técnica esteja disponível no Sistema Único de Saúde brasileiro. Um estudo recente desenvolvido pela economista Celina Ramalho, da Fundação Getúlio Vargas, e que levou em conta estatísticas clínicas que comprovam a eficácia do uso da Ozonioterapia nas suas diversas aplicações, indicam a diminuição dos custos em Saúde entre 20% a 80%. O estudo concluiu que pacientes tratados com a técnica da Ozonioterapia acrescentada à Medicina convencional apresentaram melhoras expressivas em curto período, ao mesmo tempo que a condição de sobrevida reduziu, em praticamente a totalidade, as necessidades de continuidade dos medicamentos e procedimentos cirúrgicos – incluindo-se implantes e amputações, levando à melhora da condição de convívio em família, social e profissional.

Em 12 anos de luta pela regulamentação da Ozonioterapia no Brasil, a ABOZ já encaminhou diversos estudos científicos ao Conselho Federal de Medicina, numa batalha contínua em defesa do procedimento. Na semana passada uma nova petição foi encaminhada, dessa vez, para análise e regulamentação como ato médico, o tratamento com ozonioterapia na dor lombar e discopatias degenerativas. Segundo a petição, assinada pelo Dr. Arnoldo de Souza, Presidente da ABOZ, o pedido se justifica através dos artigos anexados ao ofício, mostrando os novos estudos que estão sendo realizados sobre lombalgia e as demais áreas que abrangem essa temática e que os artigos anexados estão de acordo com as exigências da medicina baseada em evidências.

A prática da ozonioterapia já é reconhecida pelos Conselhos de Enfermagem e se Odontologia. Recentemente, o Ministério da Saúde incluiu o procedimento na lista de práticas integrativas aprovadas para o SUS.