Produção Industrial caiu e crescimento da industria chegou a –3,1% em Novembro

Em novembro de 2014, a produção industrial do Amazonas ajustada sazonalmente recuou 4,0% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando, assim, parte do ganho de 1,3% observado em outubro último. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral, ao apontar retração de 1,3% na passagem dos trimestres encerrados em outubro e novembro, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro último.

Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria do Amazonas registrou queda de 16,9% em novembro de 2014, oitava taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde julho de 2012 (-24,4%). No indicador acumulado de janeiro a novembro de 2014 houve retração de 3,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 3,1% em novembro de 2014, manteve a trajetória descendente iniciada em março último (9,5%) e assinalou a queda mais intensa desde maio de 2013 (-3,4%).

A produção industrial do Amazonas recuou 16,9% em novembro de 2014 frente a igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de taxas negativas, já que oito das dez atividades pesquisadas mostraram queda na produção. Os setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-25,4%), de bebidas (-21,8%) e de outros equipamentos de transporte (-21,3%) exerceram as influências negativas mais relevantes sobre o total da indústria, pressionados, sobretudo, pela menor produção de televisores; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais; e de motocicletas e suas peças e acessórios, respectivamente. Outros recuos importantes ocorreram nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), de impressão e reprodução de gravações (-21,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-16,0%) e de produtos de metal (-4,7%), explicados, em grande parte, pela queda na fabricação de gasolina automotiva, óleo diesel e óleos combustíveis, no primeiro ramo; de discos fonográficos e discos de vídeos (DVDs), no segundo; de peças e acessórios de plástico para a indústria eletroeletrônica, pré-formas (esboços) de garrafas plásticas e cartuchos de plástico para embalagens, no terceiro; e de artefatos diversos de ferro/aço estampado e lâminas de barbear de segurança, no último. Por outro lado, o principal impacto positivo veio do setor extrativo (2,5%), impulsionado, especialmente, pela maior extração de gás natural.

O indicador acumulado para os onze meses de 2014 apontou retração de 3,8% frente a igual período do ano anterior, com oito dos dez setores investigados assinalando queda na produção. O ramo de outros equipamentos de transporte (-9,9%) exerceu o principal impacto negativo sobre a média da indústria amazonense, pressionado, sobretudo, pela menor produção de motocicletas e suas peças e acessórios. Vale destacar ainda os recuos vindos de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-3,1%), de bebidas (-3,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,1%) e de impressão e reprodução de gravações (-11,3%), explicados, em grande medida, pela redução na produção de telefones celulares, relógios de pulso, receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e rádios para veículos automotores, no primeiro ramo; de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, no segundo; de gasolina automotiva, no terceiro; e de discos de vídeo (DVDs) e discos fonográficos, no último. Em sentido contrário, a indústria de máquinas e equipamentos (7,8%) foi a que mais influenciou positivamente o resultado global, impulsionada, principalmente, pela maior fabricação de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo split system).