Profissionais do transporte escolar de Manaus protestam contra preço abusivo do combustível

Manaus – Mais de 500 profissionais que atuam em veículos que fazem o transporte escolar de crianças e adolescentes em Manaus paralisaram as atividades na manhã desta sexta-feira (25) e fizeram um protesto na avenida das Flores, zona Norte de Manaus.

Os profissionais somam forças ao movimento nacional dos caminhoneiros, que estão no 5º dia de greve no país para reclamar do preso abusivo dos combustíveis. Apesar do Governo Federal ter fechado um acordo com algumas categorias na noite de quinta-feira (24) para congelar os preços do diesel, os manifestantes querem que o preço da gasolina (combustível mais utilizado no país) também reduza.

“É inadmissível que a gente pague R$ 5 por litro da gasolina. Existem cidades que estão cobrando mais que isso. Enquanto na Venezuela você pode comprar por R$ 0,89 centavos”, relatou a motorista Bruna Santos, de 32 anos.

Segundo o presidente do Sindicato dos profissionais do transporte, Silvânio Carvalho, a situação do país é crítica e os motoristas de Manaus estão trabalhando no limite.

“Estamos aqui manifestar a nossa insatisfação com os preços abusivos dos combustíveis. Se não abaixar, em breve, todos os profissionais do transporte escolar vão parar no Brasil por falta de combustível. Os 514 veículos de transporte escolar estão parados em manifestação contra essa vergonha”, declarou em entrevista ao Amazonas notícias.

Os manifestantes do transporte escolar ocuparam uma das vias da avenida das Torres, sentido Cidade Nova. Eles garantem que estão abastecendo apenas com o etanol para não deixar os serviços paralisados. Os motoristas fazem o protesto até às 11h e vão buscar os estudantes deixados nesta manhã nas escolas de Manaus.

Desde a noite de ontem, os postos do Amazonas já começaram a ter o desabastecimento de combustível. O Procon faz fiscalização nos postos de combustíveis de Manaus. Cerca de 30 estabelecimentos serão visitados porque aumentaram o valor da Gasolina Aditivada.