Profissões da indústria contribuem para melhor desenvolvimento do estado amazonense

A nova era tecnológica permite o crescimento da indústria, e com isso, novas oportunidades são criadas a cada dia. A indústria 4.0 tem avançado no estado do Amazonas, que atualmente tem como setores principais a informática, eletrônicos e ópticos, que representam 18,2% do Produto Interno Bruto, o PIB, estadual. Seguido pelo setor de bebidas, responsável por quase 18% e o setor da construção civil, que demanda 14,5%.

Aos 43 anos, Wanderclécio Ramos, morador de Manaus, vivenciou o período mais complicado de sua vida. Com a mãe doente, e um emprego que não pagava as contas, ele decidiu buscar outros meios. Foi aí que se inscreveu para um curso de técnico em refrigeração e climatização, no SENAI, e hoje está trabalhando e realizado com a vida profissional.

“O momento econômico do país me levou a migrar, a tentar fazer uma área técnica. Uma área que poderia me propor uma profissão diferenciada, e que ao mesmo tempo seria boa para a mercado local.”

De acordo com estudo da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a Educação Básica brasileira não tem preparado bem os adolescentes que saem para o mercado de trabalho. O resultado do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica foi de 3,70 – nota abaixo da meta estabelecida pelo Ministério da Educação. A especialista em administração da Universidade de Brasília, UnB, Débora Barem, reforça os dados do estudo da CNI e defende reformas para a base curricular.

“Nós temos alguns problemas na educação de base de uma forma geral, não temos incentivos para que as crianças consigam digerir a matéria, o que é ciência, entender que não são coisas fora de nós. Se buscarmos todas essas questões em relação à ciência e tecnologia, vamos viabilizar novos entendimentos.”

Na mesma linha de Barem, o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, acredita que é necessário melhorar o ensino básico brasileiro para melhorar também a produtividade e desenvolvimento econômico e social do país.

“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e certamente gerar mais riqueza, bem-estar, competitividade para as empresas e para o país.”

No total, a indústria é responsável por mais de 70% da economia do estado. Além disso, emprega mais de 122 mil amazonenses.

Reportagem, Sara Rodrigues