Profissões ligadas à Indústria 4.0 foram as mais demandadas no 1º semestre

Você sabia que estar antenado com as mudanças tecnológicas e preparado para as inovações digitais do mercado de trabalho pode ser a saída para o desemprego? Profissões como supervisor de TI, gerente de canais (tecnologia), analista de Big Data, gerente de transformação digital, estão entre as profissões mais demandadas no país nos últimos meses, aponta pesquisa da Michael Pages, empresa nacional de recrutamento.

Os profissionais de TI, inclusive, estão entre os 17 mais requisitados pelo mercado de trabalho no primeiro semestre de 2018. Outro estudo, desta vez do SENAI, indica ainda o surgimento de 30 novas ocupações, em oito áreas, a maioria ligada à indústria 4.0, para a integração do mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais. As demandas dessas novas profissões virão nos próximos cinco a dez anos.

Para o diretor-nacional de Operações do SENAI, Gustavo Leal, um dos desafios é, justamente, ter profissionais prontos para essa nova realidade.

“Nós precisamos muito, como País, de termos estratégias muito bem definidas em relação à preparação de uma infraestrutura adequada para isso, principalmente, no que diz respeito à conectividade, à velocidade de internet. Mas, talvez, o desafio principal seja a capacidade que o país venha a desenvolver de formar as pessoas com perfis competentes, adequados para esse novo patamar tecnológico.”

O SENAI 4.0 surge como uma resposta às demandas dessa nova indústria, com oferta de soluções em Educação, Tecnologia e Inovação, com cursos técnicos nas áreas digitais. Segundo o professor da UnB, especialista em inovação, tecnologia e recursos, Antônio Isidro da Silva Filho, é importante que os governos estabeleçam uma política efetiva de educação profissional no país.

“Então, hoje nós temos oportunidades profissionais para cargos e funções que se utiliza de tecnologia digitais, mas temos escassez de mão de obra qualificada para essas funções. Isso sinaliza que se tivermos política pública de educação profissional, educação tecnológica, para que isso gere oferta de mais mão de obra, a tendência é que possa aumentar a produtividade do país.”

O profissional de Big Data, por exemplo, precisa gerir e analisar dados com o objetivo de garantir mais eficiência e rentabilidade para a empresa. O salário pode chegar a R$ 30 mil. Os desafios e as sugestões para alcançar esse mundo tecnológico estão em um estudo sobre indústria 4.0 feito pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Entre as recomendações, todas enviadas aos candidatos à presidência da República, está a ampliação e melhora da infraestrutura de telecomunicação, em especial de banda larga.

Reportagem, Camila Costa