Programa “Mais alimento, mais emprego” é apresentado por Wilson Lima a produtores de Itacoatiara

Itacoatiara, distante 269 km de Manaus, recebeu a visita, nos dias 6 e 7 de setembro, dos candidatos da coligação “Transformação por um novo Amazonas”. Wilson Lima (PSC), o vice, defensor público Carlos Almeida (PRTB) e o candidato ao senado, deputado estadual Luiz Castro (REDE) apresentaram suas propostas para os moradores do município que tem o terceiro maior Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas, ficando atrás apenas de Manaus e Coari.

Mesmo os repasses de tributos (ICMS, IPVA, royalties e IPI) para Itacoatiara apresentarem escala ascendente, em torno de R$ 3,8 milhões/mês no comparativo 2018/2017, a “Cidade da Pedra Pintada”, como é conhecida na língua indígena, ainda não conta com serviços públicos eficientes, o que compromete o desenvolvimento econômico.

“O programa Mais Alimento, Mais Emprego focará suas ações no sentido de dotar os produtores rurais dos elementos necessários para produzir alimentos em larga escala a partir de assistência técnica permanente, escoamento da produção para Manaus, adoção de estratégias para abrir nos centros consumidores e estímulo a instalação de agroindústrias, assim como de frigoríficos para garantir o fornecimento dos produtos o ano inteiro. A consolidação das cadeias produtivas irá gerar mais empregos para quem mora na região e para os que foram embora, mas que desejam voltar para o interior”, explicou Wilson Lima (PSC).

Super safras de abacaxi

No bairro Novo Remanso, localizado na região metropolitana de Itacoatiara, o candidato ao governo do Amazonas conheceu de perto a realidade dos agricultores, que transformaram uma comunidade perdida na Amazônia, no terceiro maior produtor de abacaxis do País. O titulo de destaque nacional, no entanto, não corresponde a ganhos financeiros.

O agricultor Francisco da Silva chegou a colher 260 mil abacaxis por ano, mas por ter vários outros concorrentes, raramente, conseguiu vender por preços que compensassem, pelo menos, os custos de produção.

“Para levar nossos produtos para Manaus, fazemos cota e pagamos R$ 1 mil de frete para um caminhão particular. Na feira da Manaus Moderna, às vezes, têm até 19 caminhões lotados de abacaxis iguais aos nossos. Começamos vendendo por R$ 2,00 a unidade. Quando percebemos que os compradores estão indo embora, somos obrigados a baixar para R$ 0,50, o que não paga nem o gasto com transporte, hotel em Manaus, adubo… Já houve momentos em que fomos obrigados a doar porque ninguém quis ficar com os nossos produtos, mesmo sendo de boa qualidade”, lamentou Francisco.

O presidente da comunidade “7 de Setembro II Macaco Cego” informou que a falta de compradores não afeta somente o abacaxi. Outras culturas também são descartadas por não terem mercado. “De 2000 para cá, já perdi em torno de quatro safras. Foram mais de R$ 50 mil desperdiçados porque não havia quem comprasse as goiabas e taperebas que plantei. Se tivéssemos uma câmara frigorifica de grande porte tanto eu quanto os demais agricultores da comunidade teríamos produtos para negociar o ano inteiro”, relatou Rubens Cardoso.

“Identificar os potenciais compradores será uma das diretrizes dos órgãos do Estado que cuidam do setor primário. Além disso, firmaremos parcerias com o Sebrae, por exemplo, para encontrar as maneiras mais eficientes de fazer a abordagem com os grandes negociantes a fim de garantir a venda integral da produção”, afirmou Wilson Lima (PSC).