“Psicanálise na Cidade” será tema de palestra nesse sábado em Manaus

O Laço Analítico – Escola de Psicanálise, através de seu Núcleo Manaus estará promovendo nesse Sábado, 16, com o Psicanalista Luciano Elia, a palestra “Psicanálise na Cidade”.

O evento terá início na manhã desse sábado às 9h00, no Auditório da Escola Normal Superior -UEA (próximo ao Amazonas Shopping ) onde falará Luciano Elia, Psicanalista membro e fundador do Laço Analitico | Escola de Psicanálise – LAEP, que é atualmente professor titular da Área de `Psicanálise do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, co-fundador e coordenador do Programa de Mestrado Profissional em Psicanálise e Políticas Públicas, ambos do Instituto de Psicologia da UERJ; Procientista, Pesquisador do CNPq, membro da diretoria da APPEC – Assistência e Pesquisa Em Psicologia Educação e Cultura, Assessor técnico-científico “ad hoc” da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Luciano é autor dos livros “Corpo e sexualidade em Freud e Lacan” e “O Conceito de Sujeito” dentre outros.

A palestra é destinada a profissionais e estudantes universitários dos diversos segmentos da área de humanas, de saúde, que queiram aprimorar sua formação e atuação clínica.

Sobre o tema de sábado, Psicanálise na Cidade, diz Luciano: “A Psicanálise é um campo de saber e práxis que sofreu, ao longo de sua história, os efeitos do individualismo e do romantismo europeus mas suas verdadeiras origens então na ciência clássica e rigorosa. Além disso, foi apropriada pela ideologia burguesa e elitista e é tomada como uma prática clínica que só pode ser exercida em consultório privado a custos sempre elevados (em diferentes graus) e segundo standards tecnicistas rígidos, o que não quer dizer: rigorosos.

Penso que nada disso é autorizado pelos princípios conceituais, clínicos, éticos e metodológicos da Psicanálise rigorosa – bem lida e bem exercida – o que acaba por acrescentar também o atributo de políticos como uma quinta dimensão desses princípios.

A minha proposta nesta conferência é discutir as condições de exercício da PSICANÁLISE NA CIDADE, fora das estritas (e estreitas) paredes dos consultórios, sem nenhum desprezo por estas, mas no entendimento de que o que define uma práxis não podem ser suas condições logísticas, nem econômicas, nem sociais, devendo ela atravessar todas elas. O sujeito do inconsciente constitui para si um laço com o que podemos dizer sua cidade, suas cidades, suas redes simbólicas, fios que tecem sua trama mais íntima. E ele é encontrável em qualquer locus social ou econômico, do bairro abastado à comunidade mais miserável, com as mesmas angústias, sintomas e modos de desejar, gozar e sofrer. Mas para isso é preciso que exista psicanalista nesses lugares, sem o que o sujeito não terá a quem endereçar tudo isso”