Quase 60 mil empregos com carteira assinada são criados no Brasil no mês de abril

O mês de abril trouxe resultados positivos para o emprego no Brasil. Pela primeira vez desde 2014, o mês registrou mais contratações do que demissões. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho na terça-feira (16) e mostram que, em abril, as contratações com carteira assinada no país superaram as demissões em quase 60 mil vagas.

Na avaliação do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP), o mercado de trabalho já está dando sinais de recuperação, principalmente por causa da reforma trabalhista, que está em análise no Senado Federal e já teve o texto aprovado na Câmara dos Deputados. “Só o fato de ter sido aprovada na Câmara, já começou a contratação, já começou uma discussão melhor entre empregador e o trabalhador. E nós já percebemos que nessa reforma moderna, nós deixamos optativa a contribuição sindical. Nós não tiramos a contribuição sindical. Deixamos optativo. Já está tendo um relacionamento melhor do sindicato e seu colaborador. Agora, eles vão tratar com sorriso e vão trabalhar com interesse de tê-lo como contribuinte”.

A atualização das relações trabalhistas é vista pelo governo federal como uma medida essencial para reverter o quadro de desemprego no país. Isso porque, com a reforma, temas que não estão bem definidos na atual legislação vão ser regulamentados, como o trabalho em casa, o home office. Entre outras coisas, a aprovação da reforma vai assegurar o reconhecimento de acordos coletivos que forem negociados legitimamente entre empresas e sindicatos de trabalhadores. O deputado Nelson Marquezelli acredita que a modernização das relações trabalhistas vai dar mais liberdade ao trabalhador. “No trabalhismo moderno que existe nos países de primeiro mundo trabalha-se por hora trabalhada. E, hora trabalhada é ajustada entre as partes. Quem contrata e paga e quem presta o serviço, trabalha. O Estado não pode interferir. Nós estamos nesse caminho. Estamos no caminho da modernidade trabalhista. Para poder fazer uma produção melhor, uma produção onde o trabalhador pode dispor do seu horário de trabalho, dirigir seu horário de trabalho”.

Para o especialista em Economia da PUC do Rio de Janeiro, professor José Márcio Camargo, a reforma Trabalhista também vai proporcionar mais segurança ao empresário. O professor explica que, por isso, novas vagas de emprego devem ser abertas em todo país. “Na prática o que vai mudar é que os empresários vão ter uma capacidade maior de definir quanto custa um trabalhador e, por outro lado, isto significa que ele vai ter uma maior disponibilidade para empregar mais trabalhadores, o que vai gerar uma redução na taxa de desemprego no longo prazo.”

A reforma Trabalhista foi aprovada no plenário da Câmara dos Deputados no final de abril e enviada para análise no Senado. O texto, agora, vai ser discutido nas comissões de Assuntos Econômicos, de Assuntos Sociais e de Constituição e Justiça do Senado.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Marquezan Araújo