Salas de apoio à amamentação trazem benefícios para mães após a licença-maternidade

Denúncias de constransgimentos à amamentação resultaram na aprovação de lei municipal em São Paulo (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil
Denúncias de constransgimentos à amamentação resultaram na aprovação de lei municipal em São Paulo (Wilson Dias/Agência Brasil)Wilson Dias/Agência Brasil

O Agosto dourado ressalta a importância de uma campanha vital, a do aleitamento materno. Ao dar à luz, a mãe precisa dedicar todos os cuidados ao pequeno, o que a deixa afastada de qualquer atividade trabalhista, por quatro a seis meses, dependendo de seu vínculo empregatício e das legislações que regem essa condição.

Mas, na prática, as funcionárias de empresas privadas ficam, no máximo, quatro meses de licença. E ainda assim, isso não significa que, na volta ao trabalho, ela não tenha um imprevisto com a criança, fazendo com que precise se afastar, para acompanhar o bebê.

No último dia 27 de julho, deu-se o lançamento, pelo Ministério da Saúde, da Campanha Nacional da Semana Mundial da Amamentação (SMAM) . Um dos temas mais abordados pelas autoridades presentes foi a implementação de salas de apoio à amamentação em empresas. O Ministério da Saúde está pronto a ajudar as empresas a implantarem suas salas de apoio à amamentação. Mais informações encontram-se saúde.gov.br/criança. A coordenadora das Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Fernanda Monteiro, explica um pouco mais sobre os benefícios desses locais, quando estão presentes em empresas.

“Então, vários estudos mostram que, nas empresas que têm salas de apoio à amamentação, as mulheres que estão amamentando faltam menos ao trabalho, entregam menos atestados e estão mais presentes no seu serviço. É uma ação importante, a sala de apoio à amamentação é de baixo custo, mas o benefício para a empresa e para a mulher é muito grande. Vale a pena investir

A importância do leite materno é enorme. O leite materno previne diversas doenças, algumas que são muito presentes neste início da vida, como por exemplo, a diarreia. Além disso, é capaz de reduzir em até 13% a mortalidade de crianças abaixo de cinco anos por causas preveníveis. Ainda sobre este apoio da sala de apoio à amamentação, o Ministro da Saúde, Gilberto Occhi, diz que este tipo de auxílio após a licença-maternidade ajuda a salvar vidas.

“Nós estamos incentivando e fazendo este trabalho, para que essas empresas possam destinar um pequeno espaço, para que a mãe possa continuar a fazer o aleitamento da criança, mesmo depois da licença-maternidade, e que, em casos de a mãe decidir doar um pouco do seu leite também para outras crianças que precisam disso, crianças que nascem de maneira prematura, que precisam do aleitamento materno para sobreviver, inclusive. Que nós possamos fazer este trabalho para salvar vidas.”

Participe desta campanha você também. A amamentação é recomendada até os dois anos ou mais e de forma exclusiva nos primeiros seis meses de idade de uma criança. Se você não está conseguindo amamentar corretamente o bebê, busque auxílio nos Bancos de Leite humano e Serviços de Saúde mais próximos de casa. Lembre-se: amamentação é a base da vida.

#EuAmamento