Sinepe-AM alerta para a carência de professores de Educação Artística, Química, Física e Língua Inglesa

A falta de professores habilitados para compor o quadro funcional das escolas tem sido um dos principais desafios da educação amazonense. Segundo a vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Amazonas (Sinepe-AM), Vera Lúcia Serqueira, a carência é maior quando se trata de profissionais com licenciatura em Educação Artística, Química, Física e Língua Inglesa.

“Temos notado, inclusive, que há também escolas com dificuldade para contratar professores de alfabetização. Na hora do processo seletivo sentimos que a maior parte dos profissionais não tem capacitação”, comentou a representante da categoria, que aponta a formação acadêmica como um dos principais motivos do déficit desses profissionais.

Vera explica que os cursos de Licenciaturas ainda estão bastante distantes da realidade da sala de aula. “Com as constantes mudanças na forma de aprender e ensinar, as faculdades precisam rever a forma de preparar os futuros professores, pois hoje é necessário que eles atuem como mediadores e designers de aprendizagem”, avalia.

A expectativa é que a implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) no país contribua para mudanças significativas, pois o documento homologado, no final do ano passado, promete trazer impactos na formação inicial e continuada de professores, já que a BNCC define os conhecimentos, as habilidades e as competências essenciais que todos os alunos do país deverão desenvolver.

A vice-presidente do Sinepe-AM defende que a formação inicial do professor deve prepará-lo desde o primeiro até o último ano para ser capaz de levar em conta a realidade do aluno, ter empatia com a comunidade e, ainda, dominar os conteúdos, saber como ensinar.

“Atualmente, muitas instituições privadas acabam tendo um papel fundamental nesse processo, pois para suprir a carência e assegurar a qualidade de ensino acabam investindo na educação contínua do seu quadro pedagógico, por meio de reuniões, oficinas, workshops e estudos de caso”, revela Vera.

Com salário médio de R$ 2.500, dependendo da carga horária de aulas e da instituição de ensino, a formação do professor passa por diversas etapas, que vão desde como aluno, ainda na educação de base, passando pela experiência dele como aluno na graduação, como estagiário nas práticas de supervisão, como iniciante, já nos primeiros anos da profissão e, como titular, durante a formação continuada.

O Sinepe-AM informa aos profissionais de educação interessados em recolocação no mercado de trabalho, que disponibiliza no seu sitehttp://www.sinepeam.com.br/, um espaço para cadastro de currículos. As informações disponibilizadas ficarão acessíveis apenas para gestores de instituições educacionais associadas à entidade.