Trabalhadores terão direito a divisão de lucros de R$ 7 bilhões

O presidente Michel Temer anunciou nessa quinta-feira (10) que os lucros das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, serão distribuídos para 88 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. O valor do repasse é de mais de sete bilhões de reais e será feito até o dia 31 de agosto deste ano.

O anúncio foi feito após reunião do presidente com a equipe econômica e parlamentares para definir mudanças na meta fiscal para esse ano e para 2018.

Michel Temer destacou que o diálogo e as responsabilidades fiscal e social são palavras-chave de seu governo. Para ele, essa divisão de lucros entre os trabalhadores é uma medida necessária e uma conquista para os trabalhadores.

“Há famílias endividadas, muitas vezes, famílias necessitadas de um acréscimo, de um adicional que pudesse prover suas necessidades, logo resolvemos liberar os saques das contas inativas do Fundo de Garantia.”

Segundo o Governo Federal, existem mais de 245 milhões de contas de FGTS, ativas e inativas, já que cada vez que o trabalhador muda de emprego é aberta uma nova conta vinculada ao Fundo.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, elogiou a medida e disse que a economia do Brasil está crescendo.

“A economia do Brasil começa a caminhar na direção certa através de uma série de medidas que começam a organizar a economia e dar condições para o país crescer, além de propiciar uma maior e melhor distribuição de resultados principalmente para os trabalhadores brasileiros. Essa medida de hoje é um excelente e concreto exemplo do que estamos dizendo.”

Quem sacou o dinheiro de sua conta inativa do FGTS este ano também receberá sua parte do lucro obtido no fundo. Antes, todo o lucro do Fundo de Garantia ficava com o governo.

O atendimento ao trabalhador será feito pelo site caixa.gov.br ou pelo telefone 0800 726 2017. Por esses canais, será possível ver o valor depositado em conta. Para realizar a consulta, é preciso que o trabalhador informe nome completo, CPF ou número do PIS.

Reportagem, Jalila Arabi.

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