Trump, Bolsonaro e as dificuldades de um ano eleitoral

Foto: Leo Ickowicz | Crédito: Elite International Realty

Por Leo Ickowicz

Em ano de eleições, especialmente as presidenciais, é comum fazermos comparações com campanhas e candidatos anteriores, até para acompanharmos as propostas, principais promessas e o plano de governo de cada um.

Quando avaliamos as propostas, os partidos e os candidatos, notamos que há uma polarização muito forte e algumas posições são bem conflituosas. Como estamos a poucos meses da nova escolha de presidentes e governadores no Brasil, também vem à mente o que ocorreu na última eleição presidencial nos Estados Unidos, em 2016, onde Trump, contrariando todas as estatísticas e previsões, venceu a disputa por um dos cargos mais importantes do mundo, contra Hilary Clinton.

Nos Estados Unidos, naquele momento pré-eleição que o Brasil vive agora, a maioria acreditava na vitória do partido Democrata, representado pela candidata. Em um país com uma divisão clara em dois partidos, prevaleceu o representante do republicano.

Muito se ouve sobre a semelhança entre Trump e Bolsonaro, porque ambos são conservadores, não têm apoio político de coligações de partidos, além de terem dificuldade em montar maioria no Congresso e dependerem muito de suporte técnico – apesar de Trump não ouvir muito seus colaboradores. No caso de Bolsonaro vencer, ainda há muitas dúvidas a respeito de como seria seu governo e a maneira com que obteria apoio no Congresso. De qualquer modo, um presidente no Brasil tem muito mais poder que nos Estados Unidos, onde o Congresso tem bastante força e influencia diretamente na tomada das decisões mais relevantes.

Assim como Bolsonaro, que costuma ser polêmico em colocações, Trump também ficou conhecido pelos seus posicionamentos controversos e, por isso, criou atritos gerais. A imprensa pode ser considerada como sua “grande inimiga”e, por isso, criou atritos gerais com diversos grupos.

Os dois políticos também parecem ter visões parecidas em questões políticas, econômicas e até em relação à imigração – apesar de, recentemente, termos sido surpreendidos por medidas extremas de separar crianças dos pais que tentavam ilegalmente atravessar as fronteiras dos Estados Unidos. Com o rigor, Trump tem diminuído significativamente o número de ilegais no país.

No entanto, é importante ressaltar que os imigrantes legais são muito bem-vindos nos Estados Unidos. Além disso, quem tem recursos, talento ou especialidade em determinadas áreas de atuação como enfermagem, fisioterapia e outras que interessam no momento aos EUA, consegue emitir um visto com relativa facilidade. Os brasileiros que têm imigrado atualmente se encontram nestas duas categorias, são muito bem aceitos e conseguem boas oportunidades.

No entanto, é importante ressaltar que os imigrantes legais são muito bem-vindos no país. Além disso, quem tem recursos, talento ou especialidade em determinadas áreas de atuação como enfermagem, fisioterapia e outras que interessam no momento aos EUA, consegue emitir um visto com relativa facilidade. Os brasileiros que se encontram atualmente nessas duas categorias são muito bem aceitos e conseguem boas oportunidades.

É interessante notar que, mesmo em momentos de câmbio desfavorável, de dólar mais alto, um imenso número de brasileiros continua a buscar oportunidades nos EUA, especialmente na Flórida, pelos conhecidos problemas de violência e instabilidade econômica, desejo esse amplificado pela falta de esperança em relação ao cenário político, em ano eleitoral. Vemos que qualquer candidato que assumir a liderança do Executivo no Brasil terá muita dificuldade para implementar soluções quanto aos problemas sociais, econômicos e de segurança, principalmente se não conseguir fazer as reformas necessárias do desenvolvimento do País. E essa triste situação pode fazer com que a comunidade brasileira no exterior cresça ainda mais.

Nos Estados Unidos, a economia vai muito bem, principalmente pela diminuição de impostos e por políticas que Trump adotou em colocar seu país como prioridade, o que chama de America First, atraindo empresas a investirem nos EUA e também prezando pela criação de novos empregos. Isso, no entanto, pode vir a se tornar uma bomba relógio, porque se ele não conseguir aumentar o consumo, tememos que a economia também vá enfrentar sérios problemas em breve, com essa diminuição de impostos.

No setor imobiliário, podemos notar que o mercado desacelerou um pouco, por conta da crise na economia mundial. Mas muitas pessoas estão aproveitando o momento para comprar propriedades, e, apesar dos preços não terem caído tanto, quem tem que vender está negociando bem para fechar negócio.