Venda de mobiliário regional para escolas da capital e interior movimenta R$ 2,9 milhões neste ano

Movelarias de pequeno porte do estado forneceram mais de 8 mil peças, de janeiro a julho de 2018, por meio do Promove

As movelarias regionais que fornecem mobiliário escolar à rede pública de ensino movimentaram R$ 2.908.780,00 entre os meses de janeiro a julho de 2018, um aumento de mais de 100% em relação a igual período do ano passado. Os dados são do Programa de Regionalização do Mobiliário Escolar (Promove), coordenado pela Agência de Desenvolvimento Sustentável (ADS), do Sistema Sepror, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc).

Ao todo, em sete meses, foram fornecidas 8.800 unidades de móveis para escolas públicas por meio do Promove. O volume foi mais de seis vezes maior que no mesmo período em 2017, quando foram fornecidas 1.170 unidades, que movimentaram R$ 1.395.020,00.

De acordo com Túlio Kniphoff, presidente ADS, um total de 50 cooperativas, marcenarias, moveleiros individuais e associações de moveleiros participam do Promove, fornecendo móveis para escolas estaduais de 23 municípios.

“Quando criamos o credenciamento desses moveleiros nós ampliamos os municípios que eram atendidos. Pretendemos, para o ano que vem, tentar abranger ainda mais cidades. Estamos estudando, ainda, uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), para atender também a demanda desse outro público”, informou Túlio Kniphoff.

Fabricação por encomenda – O mobiliário escolar é encomendado de acordo com a demanda repassada pela Seduc, dentro da cartela de produtos já existentes, que conta com carteira e mesa para o estudante, cadeira e mesa para o professor, mesa para computador, mesa com bancos para refeitório e armário.

Há mais de 30 anos trabalhando na fabricação de móveis, o amazonense José Gomes, proprietário de uma pequena empresa, é um dos fornecedores do programa. Além da valorização dos empreendedores locais, o moveleiro destaca os benefícios de optar pela madeira como matéria-prima.

“Você não vai derrubar árvore nenhuma, é feito um reaproveitamento das grandes serrarias. A gente compra o resíduo e faz as carteiras. Se a carteira for feita em outro material, como o plástico, por exemplo, quando for descartar, vai durar 200 e poucos anos aquela peça na natureza. Enquanto a madeira, se você descartar, a natureza consegue consumir em menos de três anos, qualquer tipo de madeira”, frisou Gomes.

O produtor enfatiza que a madeira utilizada é oriunda de planos de manejo florestal. “Ela é de manejo e vem com o DOF (Documento de Origem Florestal). Nós não precisamos desmatar para produzir os móveis. E isso beneficia também a natureza”, afirmou.

Consolidação – Entre as escolas que recebem mobiliário do Programa de Regionalização do Mobiliário Escolar está o Centro Educacional de Tempo Integral Petrônio Portella, localizado na zona centro-oeste de Manaus.

Sandra Tavares, diretora da escola, também observa as vantagens do mobiliário. “A madeira a gente consegue, de qualquer jeito arrumar, fazer pequenos reparos, se necessário. Demora bem mais para descartar. É muito importante contar com produtos de alta durabilidade na escola”, pontuou.

A escola, que atende 700 alunos, recebeu 35 mesas para o refeitório e demais ambientes. “Além das 18 salas de aula, nós temos mobília do programa na sala de mídias, sala do coral, sala dos professores e diretoria”, informou a gestora.

Atualmente, todas as unidades de Centro Educacional de Tempo Integral da capital contam com peças de mobiliário fabricadas por moveleiros credenciados no Programa de Regionalização do Mobiliário Escolar.

Municípios que possuem moveleiros cadastrados no Promove:

Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Borba, Careiro Castanho, Carauari, Codajás, Envira, Eirunepé, Humaitá, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Sebastião do Uatumã e Tefé.