ZFM desperta interesse de universitários norte-americanos

Texto/foto: Márcio Gallo

O ano de 2015 começou com o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) atraindo a atenção internacional. Nesta segunda-feira (5), cerca de 20 estudantes do curso de Administração da Universidade Estadual de Ohio (The Ohio State University), dos Estados Unidos, visitaram a sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) em busca de informações sobre o modelo ZFM e suas especificidades.
A comitiva foi recebida pelo coordenador-geral de Promoção Comercial da autarquia, Jorge Vasques, e pelo coordenador substituto de Estudos Econômicos e Empresariais da SUFRAMA, Renato Freitas, que proferiu palestra aos visitantes sobre o funcionamento do modelo de desenvolvimento regional.

Durante o encontro, ocorrido no auditório da autarquia, Freitas traçou um breve histórico do modelo ZFM, destacando o papel estratégico que a Zona Franca teve no desenvolvimento da Amazônia Ocidental. A logística de distribuição de produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM) – com a utilização de multimodais – e a implantação de Áreas de Livre Comércio (ALCs), localizadas em áreas de fronteira do Brasil com países como Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guiana, foram temas de destaque durante a apresentação.

Após explicar sobre os incentivos administrados pela SUFRAMA, pelo governo do Amazonas e pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) na região, Renato Freitas reiterou que aquele que pretende obter vantagens por produzir na Zona Franca de Manaus, além de ter projeto aprovado pelo Conselho de Administração da SUFRAMA, “deve cumprir determinadas contrapartidas, como gerar emprego e renda e reinvestir parte dos lucros na região; buscar constantemente o aumento da produtividade e competitividade; e investir em recursos humanos, dentre outros”. Freitas também abordou os benefícios ambientais conseguidos a partir da implantação do PIM, que, por ofertar uma alternativa econômica não predatória, “permitiu a preservação de 98% da floresta nativa do Amazonas, riqueza natural reconhecida mundialmente”.

Resiliência

Diante dos constantes desafios econômicos mundiais enfrentados nestes últimos anos, Freitas destacou a capacidade de recuperação que o Polo Industrial de Manaus tem. “O PIM apresenta tendência crescente nos índices de faturamento e geração de empregos e se mostra resiliente, pois consegue se adaptar e se recuperar de crises econômicas, como a registrada em 2008. Basta ver as estatísticas registradas nos anos seguintes às crises”, lembrou.

Agradecimento
Ao final da palestr

a, os estudantes se esforçaram para, em português, agradecer à equipe da SUFRAMA pela apresentação realizada. A comitiva continua na cidade durante toda a semana. Neste período, realizarão visitas guiadas a empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus para conhecer o funcionamento das cadeias produtivas da região.